PF prende em Roraima único brasileiro condenado por genocídio

A Polícia Federal prendeu em Roraima o garimpeiro Pedro Emiliano Garcia, o único brasileiro que já foi condenado por genocídio.


Sua prisão foi decretada em setembro, como parte de uma operação conjunta da PF e do Exército contra a mineração ilegal na Terra Indígena Ianomâmi. Foram cumpridos 77 mandados judiciais, entre os quais 29 prisões decretadas pela Justiça Federal, em Boa Vista.

Em 1997, Pedro Emiliano Garcia foi condenado pela Justiça Federal a 20 anos de prisão por genocídio. Ele foi o líder do que ficou conhecido como “massacre de Haximu” em 1993, quando 16 ianomâmis, incluindo quatro crianças e um bebê, foram mortos a tiros.

Pedro Emiliano era dono das balsas usadas no garimpo em rios na região, perto de áreas habitadas por índios, que acabavam pedindo bens como uma espécie de troca pela invasão de suas terras. Alguns índios teriam atacado garimpeiros após uma discussão em que ficaram descontentes com o que receberam, e após o fato aconteceu a retaliação.

A prisão de Pedro Emiliano Garcia ocorre como parte das ações da Polícia Federal contra os empresários que atuam no abastecimento aos garimpos, atividade considerada a parte mais lucrativa da cadeia do tráfico de ouro ilegal.

O Ministério Público do Trabalho apontou a ocorrência de trabalho escravo nos garimpos da Amazônia. Mantidos em condições extremamente adversas no campo, os garimpeiros pobres servem de cobertura para uma atividade empresarial altamente lucrativa que envolve a cadeia de produção em Roraima e a distribuição do ouro no mercado do Rio de Janeiro e de São Paulo.

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